segunda-feira, 17 de maio de 2010

Abertura do Diálogo Brasil-África


1° Parte




2° Parte





O Brasil e a nuclearização do Irã


CELSO LAFER - O Estado de S.Paulo


O campo das relações internacionais opera à sombra da situação-limite da guerra. Esta é, como disse Aron inspirado por Clausewitz, um camaleão: assume sempre novas formas. A capacidade destrutiva das armas nucleares produziu uma mutação qualitativa do camaleão da guerra, ao tornar viável o completo extermínio de grandes coletividades. É por esse motivo que o desarmamento nuclear e a não-proliferação nuclear de cunho militar são um grande e não resolvido tema global da agenda de segurança da vida internacional. É neste horizonte que se situam o tema da nuclearização crescente do Irã, as medidas que estão sendo negociadas no âmbito do Conselho de Segurança da ONU e as discussões sobre o papel da diplomacia brasileira neste assunto.

Na análise das relações internacionais, é usual a distinção entre idealistas e realistas. As correntes idealistas, empenhadas na paz, surgiram em razão dos horrores da guerra propiciados pela destrutividade técnica das armas. Adquiriram ressonância em razão do advento da bomba atômica. Levam em conta a indivisibilidade da paz num mundo unificado pela economia, pelas comunicações e pela técnica e partem de uma kantiana ideia reguladora da razão: no século 21 a guerra nos aponta o que é preciso temer e a paz nos indica o que temos o direito de almejar.

Maquiavel é uma das matrizes inspiradoras das correntes realistas. Estas têm o seu foco nos fatos do poder e na sua desigual distribuição entre os Estados. Realçam a preponderância do papel do conflito e da lógica da polarização num sistema internacional que retém componentes de um anárquico estado de natureza. Por isso, os realistas são críticos das ilusões idealistas e chamam a atenção para o papel estratégico da "razão de Estado" que contempla o uso da força.

Raymond Aron, em Paz e Guerra entre as Nações, examinou o papel dessas duas correntes na ação diplomática concreta. Observou que essa ação lida com a indeterminação que é fruto dos elementos singulares de cada conjuntura e da pluralidade dos objetivos das políticas externas dos Estados. Apontou que os responsáveis por uma conduta estratégico-diplomática, na sua atuação, se veem simultaneamente confrontados, na sua práxis, tanto pelo problema maquiavélico quanto pelo kantiano. O primeiro diz respeito ao realismo dos meios necessários para assegurar a independência e a sobrevivência de um Estado. O segundo está voltado para o empenho em assegurar a paz.

A Constituição brasileira, no seu artigo 4.º, ao tratar dos princípios que regem as relações internacionais do Brasil, consagra a concomitância do realismo e do idealismo. Com efeito, o inciso I afirma o realismo do valor da independência nacional e os incisos VI e VII, os valores da defesa da paz e da solução pacífica dos conflitos, cabendo acrescentar que o art. 20 (XXIII) determina que toda atividade nuclear brasileira terá, exclusivamente, fins pacíficos, excluindo, assim, as armas nucleares do escopo da conduta estratégico-diplomática brasileira.

O Brasil redemocratizado da Nova República seguiu com sucesso a vis directiva da Constituição de 1988. Terminou com o desnecessário potencial desagregador de uma corrida armamentista nuclear com a Argentina e institucionalizou a confiança mútua de controles recíprocos (Abacc). Celebrou, com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), os mecanismos de verificação comprovadores dos fins pacíficos dos projetos brasileiros na área nuclear. Contribuiu para pôr em vigor o Tratado de Tlatelolco, que proscreve as armas nucleares na América Latina. Aderiu ao Tratado de Não-Proliferação (TNP). Nenhuma dessas ações, em defesa da paz, pôs em risco a independência nacional. Esta o Brasil vem aprofundando com o investimento no soft power da credibilidade, proveniente da estabilidade econômica, da responsabilidade fiscal, das redes de proteção social, do empenho democrático, da afirmação dos direitos humanos, dos mecanismos de cooperação com os nossos muitos vizinhos e de uma consistente ação multilateral econômica na política. Isso tudo vem conferindo adensada proeminência ao nosso país no cenário internacional. Nesse contexto pergunta-se: O empenho diplomático brasileiro de abrir espaço para o Irã, cujo processo de nuclearização suscita generalizadas inquietações, faz sentido?

Realço, em primeiro lugar, que não cabe evocar como justificativas da atual posição brasileira o que se passou no Iraque em 2003. Não cabe a analogia, pois não há semelhança relevante. O Iraque de Saddam Hussein não tinha armas nucleares graças aos controles da AIEA e à eficácia das prévias sanções autorizadas pelo Conselho de Segurança; não estava desestabilizando a região e o mundo; e a intervenção militar liderada pelos EUA foi feita unilateralmente, com uma justificativa falsa, criando novas tensões que ainda não encontraram adequado encaminhamento.

No momento atual o Irã está levando a uma difusa e significativa tensão internacional. Há uma percepção generalizada - e a percepção da realidade é um componente da realidade - de que o seu programa nuclear tem ameaçadores componentes militares e que pode, assim, induzir à nuclearização militar de outros países da vizinhança; desestabilizar o precário equilíbrio geopolítico do Oriente Médio; encorajar o terrorismo internacional; subverter os regimes políticos de países vizinhos; desencadear uma nova e complexa dinâmica entre xiitas e sunitas; e tornar mais difícil a paz entre palestinos e israelenses.

Daí a óbvia pergunta: seja do ponto de vista realista, seja do ponto de vista idealista, qual é a vantagem do Brasil em alinhar-se ao Irã e legitimar as ambiguidades da sua conduta? No meu entender, nenhuma, pois essa postura está descapitalizando a credibilidade brasileira na precária busca de um ilusório prestígio, fruto de um inconsequente protagonismo internacional.

CELSO LAFERPROFESSOR TITULAR DA FACULDADE DE DIREITO DA USP, MEMBRO DA ACADEMIA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS E DA ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, FOI MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES NO GOVERNO FHC



Fonte: relacoesinternacionais.net.br - View topic - O Brasil e a nuclearização do Irã 
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Política Externa Brasileira



terça-feira, 11 de maio de 2010

História da Liga das Nações



Liga das Nações

Primeira organização a lutar pela paz internacional

Com o fim da Primeira Guerra Mundial, os países vencedores se reuniram em Versailles, nos subúrbios de Paris, França, em janeiro de 1919, para firmar um tratado de paz, que ficou conhecido pelo nome do local da capital francesa onde foi assinado.
Um dos pontos do Tratado de Versailles era a criação de um organismo internacional que tivesse como finalidade assegurar a paz num mundo traumatizado pelas dimensões do conflito que se encerrara.
Em 15 de novembro de 1920 teve lugar em Genebra, na Suíça, a Primeira Assembléia Geral da Liga das Nações. Os objetivos da organização eram impedir as guerras e assegurar a paz, a partir de ações diplomáticas, de diálogos e negociações para a solução dos litígios internacionais.
Um dos principais idealizadores da Liga foi o então presidente norte-americano Woodrow Wilson, que já em 1918, havia apresentado a proposta de um acordo de paz, cujos termos pregavam, entre outros pontos, a transparência nas relações internacionais, a abolição das barreiras econômicas entre os países, a redução dos armamentos nacionais.

Tratado de Versailles

Entretanto, o projeto de Wilson foi reformulado e se transformou no Tratado de Versailles, que exigia dos países derrotados na Primeira Guerra pesadas indenizações financeiras e lhes impunha grandes restrições, de tal modo que acabou alimentando, na Alemanha - a principal derrotada no conflito -, um sentimento de humilhação nacional, que se transformou em uma das bases psicossociais do Nazismo.
A Alemanha, por sinal, assim como outros países derrotados na Primeira Guerra, tiveram sua participação inicialmente vetada na Liga das Nações. A Liga, de fato, apresentou, desde suas origens, diversos problemas que a condenavam ao fracasso. Entre outros, pode-se citar a não participação dos Estados Unidos. Embora a idéia da organização tivesse partido do presidente Wilson, o Congresso norte-americano não aprovou o ingresso do país na Liga, por temer que os EUA, então uma potência emergente, se transformassem numa espécie de polícia internacional.
Da mesma maneira, a União Soviética também não entrou na organização, uma vez que, no início da década de 1920, logo após a implantação do socialismo, a nação tinha entre seus projetos a exportação da revolução e a luta para levar o socialismo ao mundo todo. Só alguns anos mais tarde, em 1926, com as mudanças na política internacional da URSS, o país entrou na Liga das Nações, assim como a própria Alemanha.

Êxitos e fracassos

A Liga das Nações obteve alguns êxitos no âmbito de suas lutas sociais pela melhoria das condições de trabalho e pelo apoio econômico dos países ricos aos países pobres. Da mesma maneira, foi no interior da Liga que se fundou a Corte Permanente de Justiça Internacional, com sede em Haia, nos Países Baixos, que se transformou na atual Corte Internacional de Justiça, o principal órgão de justiça da Organização das Nações Unidas, ONU. A Corte está encarregada de decidir, de acordo com o direito internacional, as controvérsias de ordem jurídica entre os países do mundo.
Na verdade, a própria ONU é a sucessora da Liga das Nações, que fracassou em seu objetivo maior de manter a paz. A corrida armamentista que teve início na Alemanha e no Japão na década de 1930 era a evidência de que as nações não se submetiam aos ideais da organização e, ao mesmo tempo, um prenúncio da Segunda Guerra Mundial, que eclodiu em setembro de 1939.
Em 18 de abril de 1946 aconteceu a reunião que marcou o fim da Liga das Nações. Tratava-se, porém, de mera formalidade, pois o organismo já não funcionava na prática. Além disso, a ONU já dera início às suas atividades em 24 de outubro de 1945.


Estrutura da Organização das Nações Unidas (ONU)


Estrutura


A Organização das Nações Unidas é dividida em seis órgãos principais: a Assembléia Geral, o Conselho de Segurança, o Secretariado, o Conselho Socioeconômico, o Tribunal Internacional de Justiça e o Conselho de Tutela. Além dos órgãos principais, a ONU é composta por muitas agências e programas.

1- A Assembléia Geral


A Assembléia Geral é constituída por todos os 191 países membros, cada país com direito a um voto. Este setor é responsável por todas as principais discussões e decisões sobre as ações da ONU. A Assembléia pode avaliar, fazer recomendações e votar sobre qualquer questão dentro do tratado da organização, mas estas são somente recomendações, já que a Assembléia não possui autoridade para impô-las. A Assembléia tem o poder de admitir novos membros e aprovar o orçamento a ser destinado para seus programas e operações. Além disso, pode estabelecer agências e programas para implementar suas recomendações.
As seções da Assembléia são traduzidas simultaneamente em diversas línguas para que os representantes das várias nações possam entender o que é dito por qualquer palestrante.

2 - O Conselho de Segurança


O Conselho de Segurança é o mais poderoso órgão da ONU, responsável por manter a paz internacional e por restaurá-la quando surgem conflitos. O Conselho possui 15 membros, cinco dos quais detêm lugares permanentes: os Estados Unidos, o Reino Unido, a França, a Rússia e a China. A Assembléia elege os 10 outros países para servirem um mandato de dois anos. As decisões do Conselho exigem nove votos para entrar em vigor, mas qualquer um dos membros permanentes pode vetar uma decisão.
Diante de uma ameaça à segurança mundial, o Conselho de Segurança determina como a ONU deverá agir e ordena que os membros tomem certas atitudes. As decisões do Conselho são obrigatórias para todos os membros da Organização.
Diante de uma possível ou real situação de guerra, o Conselho de Segurança tenta estabilizar desentendimentos entre os países, agindo como mediador e sugerindo soluções. Em certos casos, o Conselho envia tropas de paz para a região, pede por um cessar-fogo, pressiona países por meio de sanções, como um embargo comercial, ou intervém por meio de ação militar.

3 - Secretariado


O Secretariado é a banca executiva que coordena a administração de programas, políticas e operações diárias da ONU. O Secretariado é comandado pelo secretário geral, uma pessoa escolhida pela Assembléia Geral. O Secretário Geral é o porta-voz da ONU.

4 - Conselho Econômico e Social


O Conselho Econômico e Social ocupa-se de problemas econômicos, tais como o comércio, os transportes, a industrialização e o desenvolvimento econômico, e de questões sociais, que incluem a população, as crianças, a habitação, a segurança social, a juventude, o ambiente humano, a alimentação. É responsável por formular recomendações sobre a forma de melhorar as condições da educação e da saúde e de promover o respeito e a observância dos direitos e liberdades das pessoas, em todo o mundo.
O Conselho tem normalmente uma reunião ordinária por ano e as suas decisões são tomadas por maioria de votos. O trabalho do Conselho depende das agências especializadas e Programas das Nações Unidas. Muito freqüentemente, trabalham em conjunto em projetos específicos.

IFAD - Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola
WMO - Organização Meteorológica Mundial
IMO - Organização Marítima Internacional
FAO - Organização para a Alimentação e Agricultura
OMS - Organização Mundial de Saúde
UNIDO - Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial
OIT - Organização Internacional do Trabalho
UPU - União Postal Universal
WIPO - Organização Internacional da Propriedade Intelectual
ITU - União Internacional de Telecomunicações
BIRD - Banco Internacional para a Reconstrução e o Desenvolvimento (Banco Mundial)
ICAO - Organização de Aviação Civil Internacional
FMI - Fundo Monetário Internacional
IDA - Associação Internacional para o Desenvolvimento
IFC - Corporação Financeira Internacional
UNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura

Duas outras agências similares mas separadas são:

IAEA - Agência Internacional de Energia Atómica
GATT - Acordo Geral sobre tarifas e Comércio

5- Corte Internacional de Justiça


A Corte Internacional de Justiça é a banca judicial da ONU, localizada em Haia, na Holanda. O júri lida com casos de nações que acusam outras nações de práticas impróprias.

6- Conselho de Tutela


O Conselho de Tutela ainda existe, porém encontra-se desativado dentro da ONU. Seu objetivo inicial era administrar territórios que estavam sob sistema internacional de tutela, entre eles colônias que não haviam conquistado sua independência. O Conselho ajudou estas nações a conquistar sua independência e auto-governo.

Conclusão

A influência das Nações Unidas sobre os problemas mundiais variou ao longo dos anos. Durante a Guerra Fria, a ONU não teve voz ativa, já que os dois principais membros, URSS e EUA, eram inimigos. Recentemente, a Organização vem-se empenhando em missões de paz: o cessar-fogo da Guerra Irã-Iraque (1980-88e o conflito da Bósnia e Herzegovina (1992), entre outros exemplos.
A ONU também trabalha para promover a educação, combater a fome e as doenças, proteger os animais e o meio-ambiente e promover os direitos humanos. Muitos destes programas são eficazes e ajudam os países pobres.
Um dos principais desafios encontrados pelas Nações Unidas é seu limitado poder, devido à falta de autoridade sobre os estados membros. A ONU normalmente condena violações aos direitos humanos e outros atos de terror; porém, a não ser que apoiada por seus membros, tem pouco poder de ação. Muitos países o relutam em ceder sua própria autoridade e seguir as ordens da ONU.



História da Organização das Nações Unidas (ONU)





A Origem da Organização

Antes da criação das Nações Unidas existia a Liga das Nações, criada durante a Primeira Guerra Mundial (1919) com o mesmo objetivo de sua sucessora, a ONU: manter a paz no mundo. A Liga das Nações foi incapaz de evitar a Segunda Guerra Mundial e se dissolveu, dando origem a um novo órgão, criado levando em consideração os defeitos e erros da mesma.
Em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, o presidente americano Franklin D. Roosevelt e o primeiro-ministro britânico, Sir Winston Churchill, assinaram o Tratado do Atlântico. No Tratado, eles se comprometiam a trabalhar por um melhor sistema para manter a paz mundial e promover a colaboração entre as nações. Em 1º de janeiro de 1942, o presidente Roosevelt usou pela primeira vez a expressão “Nações Unidas” numa declaração na qual os representantes de 26 nações declaravam que seus governos continuariam a lutar juntos contra os Poderes do Eixo. Os 26 países assinaram o acordo aceitando os princípios do Tratado do Atlântico. Um ano depois, quatro dos Aliados – os Estados Unidos, o Reino Unido, a União Soviética e a China – concordaram em estabelecer uma organização internacional. Assim sendo, em 1944, redigiram um tratado para a nova organização, chamada Nações Unidas.
Em 1945, os Estados Unidos, o Reino Unido, a União Soviética e a China reuniram-se novamente em Yalta, onde estabeleceram os detalhes da organização e pediram uma conferência das nações. A conferência ocorreu em abril de 1945 em São Francisco, nos Estados Unidos, para desenvolver o Tratado das Nações Unidas. Representantes de 50 países membros participaram da conferência, estabelecendo a estrutura, as normas e propostas para a ONU. A Organização nasceu oficialmente em 24 de outubro de 1945. A Polônia, que não foi representada na Conferência, assinou posteriormente o tratado e tornou-se um dos 51 estados membros originais.
O Tratado estabelecia as seguintes propostas: manter a segurança internacional, promover a colaboração entre os países membros para solucionar problemas mundiais (por exemplo: segurança, questões socioeconômicas, culturais e humanitárias, pobreza, doenças e degradação ambiental), promover o respeito pelos direitos humanos e ajudar a construir e manter um bom relacionamento entre as nações. Porém, seu principal objetivo era manter a paz e evitar outra guerra mundial.
A ONU oferece um fórum para que os países apresentem suas idéias, resolvam conflitos de forma pacífica e trabalhem em conjunto para solucionar os problemas mundiais. A ONU ajuda a coordenar o trabalho de centenas de agências e programas (como a UNESCO e a Unicef), além de colher e publicar informações internacionais.
As Nações Unidas reúnem países de todos os tipos e tamanhos e está aberta a qualquer nação que aceitar seu tratado. Cada país tem direito a apenas um voto na Assembléia Geral, não importando seu tamanho ou poder. Porém, para assegurar que isso não ameace a soberania das grandes nações, a ONU concedeu aos cinco membros mais poderosos o direito de veto sobre ações e decisões da ONU. Inicialmente estes cinco países eram: Estados Unidos, Reino Unido, França, União Soviética e China. Em 1991, após o desmembramento da União Soviética, a Rússia herdou esse direito.
Atualmente a ONU é composta por 191 países membros, que representam praticamente todas as nações do mundo. A Suíça, porém, não faz parte da organização, apesar de participar de suas missões de paz.
A sede das Nações Unidas fica na cidade de Nova Iorque.


segunda-feira, 26 de abril de 2010

Igrejas e Propósitos

Pastor Natanael Gabriel da Silva
Igreja Batista Em Barão Geraldo – Boletim Dominical – 19/10/2003



Não há como negar que estamos respirando novos ares sobre a forma de ser da Igreja. A multiformidade tomou conta do redirecionamento das comunidades religiosas no limite do bizarro. A questão já não é se línguas estranhas existem ou não, e pouca gente dá importância para isto hoje. Os tempos em que se discutia o “bater palmas” durante a liturgia já foi superado até por católicos. Já não se fala mais sobre determinados instrumentos, se são sacros ou não, ou até determinados cânticos e suas letras pouco convincentes do ponto de vista bíblico.
A minha questão não é tentar fazer sobreviver o antigo modelo, até porque o antigo também havia sido inovação e a cada tempo “antigos” e “novos” se chocam para gerar o “novíssimo” que ficará antigo e que, por sua vez, também será substituído. Quando alguém diz: - O que será da Igreja daqui a tantos anos? Está perguntando em linha reta. A melhor resposta poderá ser: - Sei lá! Qual o “antigo” que será substituído pelo “novíssimo” que acabará ficando velho, superado, e que um dia será lembrado apenas como modelo histórico?
O problema central não é este. Creio que a pergunta que se levanta, ou a postura que se tem, não deve ser a rejeição pelo “novíssimo” esperando que ele fique “antigo” – Já que vai ficar antigo, para que mudar? Isto é uma forma de se justificar não ter saído do lugar sabendo-se por antecipação que as coisas continuariam do mesmo jeito. A questão é: como movimentar uma dinâmica sabendo-se que não será a forma final e ao mesmo tempo como não permitir que uma determinada forma se torne impossível se ser mudada? É como se você fosse pintar um quadro. O quadro não pode ser “atualizado”. Veja o caso da Monaliza. Só tem valor porque ficou “pregada” num tempo, é o “retrato” de uma época e estilo do autor. O autor, que pintou outros quadros, mudando assim a sua forma de ver o mundo, não pode mudar o olhar enigmático da Monaliza. Seu valor cultural para a humanidade está no fato de atravessar o tempo: mudam-se as interpretações, mas o olhar da Monaliza continua sendo o seu mistério. Um outro exemplo: passei três dias em Iguape durante esta semana. Já a conhecia. Só que ver aquele museu a céu aberto, de uma das mais antigas cidades do Brasil, é realmente fascinante. Casas coloridas, na tentativa de resgatar a época colonial. Quem não sabe que aquelas casas foram recuperadas, recuperadas e recuperadas. Só que foram recuperadas semelhantes ao que poderiam ter sido na época colonial, e elas só têm valor quando se aproximam disto. Uma preciosidade. Entre o casario, uma casa moderna, bonita, cheia de jardins, vidros temperados e garagem. Uma casa moderna, cheia de cimento, que se misturou com o museu. Uma linda casa, porém um monstrengo. Estava fora de lugar! Deveria estar num bairro, ou à beira mar, mas não ali.  Ali, ela se transformou numa imagem bizarra, grotesca, intrusa, fora de lugar, uma aberração, quase um erro da natureza (estou dizendo do arquiteto, é claro), qualquer coisa parecida com um E.T.
O que estou querendo dizer é que qualquer propósito, qualquer belo ou relação deve-se fazer a partir da função: algo pode ser belo, por ser exatamente fora de tempo, e pode ser feio mesmo sendo moderno. Cada dia que passa estou achando que as Igrejas estão ficando feias, cheias de propósitos, mas feias. Se parecem com máquinas que engolem gente. Tenho lido sobre “igrejas com propósitos”, “ministérios com propósitos”, “famílias com propósitos”, “pequenos grupos com propósitos”, etc. . O Pr. Isaltino (Igreja Batista do Cambuí) afirmou numa das suas pastorais (ou será que foi numa conversa?) que daqui a pouco teremos “zeladoria com propósitos”. A questão que tem sido colocada é: “como fazer a minha igreja crescer?” Não é necessário dizer que neste “propósito” vale tudo. São cultos “shows”, “louvor profético”, repetição de cânticos em euforia com a mesma música e letra por quinze minutos, trinta, quase uma hora! Quando se estabelece um propósito, o que vale é enxergar o alvo. Que coisa consumista! Quem fica olhando para o final da estrada não vê o jardim! Na pressa de chegar ao ponto, esquece que enquanto caminha, se vive, o sentido da vida não é chegar ao fim, mas apenas caminhar.
Gosto de pensar na Igreja como este caminhar contemplativo da vida. Não sei se consigo enxergar muito à frente, porque o que está lá pode ser apenas uma miragem, projeção do presente como se houvesse um deslocamento virtual do que é (ou parece ser) sendo colocado no futuro, ou seja, aquilo não é futuro, é apenas o presente “modificado”. É miragem, que só tem valor como imagem, quando se chega lá só areia e areia - nada mais. Isto gera uma certa frustração.
Gosto de pensar numa Igreja que não tem um único rumo, onde tudo é experimental, parando-se a cada passo para se ver as flores. Isto poderá não fazer a Igreja crescer tanto (o que não acredito!), mas que a gente vai ter mais tempo para desfrutar da benção da vida, isto com certeza! Alguma coisa como uma planta que cresce e faz nascer os brotos onde não se espera, que procura o sol e se inclina em sua direção, que faz das folhas pequenos copos como depósitos de águas e desabrocha em flores como se jamais pudesse haver algo igual.  Alguém poderá dizer que não ter  um “propósito” já é um “propósito”. Bem, neste caso, diria que este propósito seria associar Igreja com poesia, vida com viver e conviver, sem engessamento, contemplando as bênçãos de Deus que sempre ficam esquecidas quando não se olha para os lírios do campo.

Pastor Natanael Gabriel da Silva
Igreja Batista Em Barão Geraldo – Boletim Dominical – 19/10/2003 


Como fazer a higiene do cão

Não espere comentarem que seu cão mudou a cor do pelo ou que ele poderia ser xará do Fedido dos livros "Querido Diário Otário", para não falar no incômodo que a sujeira causa no próprio cão - e ele vai querer resolver do jeito que pode, se coçando, lambendo e mordendo, podendo até se machucar.
Asseio é mais um belo aspecto tanto de saúde quanto de posse responsável. Manter o canino limpo e feliz não é tão complicado, e nem é para ser uma tarefa chata para o bicho e o dono, muito pelo contrário.



A pele canina tem potencial de hidrogênio (o famoso "pH") menor que a humana e, portanto, menor acidez, necessitando de menos banhos que a humana. Quer você mesmo lave o canino ou o envie a uma pet shop para banho profissional, evite banhos em excesso, para não ressecar ou amolecer demais a pele do bicho. Pelo mais curto exige menos banhos; pelo longo bem escovado (bem escovado, ouviu?), idem, e cães ativos que saem mais de casa precisam mais que os sedentários. De modo geral, uma vez por mês é uma boa média, e para cães de pele mais grossa pode bastar um banho a cada quatro meses!
Preparo
Comece antes de começar. Explico: antes de começar o primeiro banho, acostume o cão com a ideia de que banho é coisa boa e prazerosa. Se é o primeiro banho do peludo, evite ir ligando o chuveiro logo de saída, para que ele não se assuste e passe a querer tudo menos banho.
Ah, sim, o local: este deve ter, de preferência, uma porta ou algo do tipo, para evitar que o cão fuja do banho ou espalhe água pela casa toda antes de ser bem enxugado. Ao escolher o local onde ele irá se banhar, leve petiscos e brinquedos de que ele gosta e o recompense por bom comportamento.
Muita gente transforma prazer em obrigação. Melhor transformar obrigação em prazer. Se o dia estiver quente, que tal uma ducha com mangueira (além de xampu etc., claro, conforme a listinha mais abaixo) no jardim, terraço ou quintal? Outro detalhe: seja no quintal ou no banheiro, a festa não vai ser só do cão. Vá preparado para se molhar também, especialmente se o peludo molhado der uma daquelas sacudidas bem caninas para se livrar da água.
Se o canino escorregar demais ou mostrar muito medo de entrar em box ou banheira, use um chuveirinho daqueles de mão e coloque um tapetinho de borracha ou toalha no chão da banheira ou do local. Se for cão dos bravos, talvez sejam necessárias focinheira e coleira para ele não resolver se vingar do banho com mordidas. Ah, a coleira: use de náilon ou metal, pois as de couro podem encolher. Se o peludinho é filhote, só deve tomar banho a partir da quinta semana de vida. Se for de pequeno porte, pode até tomar banho na pia - desde que não seja inquieto o suficiente para pular!
Antes de abrir a água, escove bem o pelo do bicho, para evitar que grumos de sujeira se combinem com a água e formem uma massa boa para entupir ralos - e nós dos pelos são bem mais fáceis de remover com o canino ainda seco. Escove também após enxugar o bicho. E enxugue o bicho bem enxuto, para evitar que ele se esfregue molhado em algum lugar e atraia sujeira de novo!
Se o cão tomou "banho" de tinta, piche ou algo assim, primeiro amoleça a "cobertura" com vaselina, óleo vegetal ou óleo mineral, na véspera do banho para valer - mas nada de solventes, detergente, alvejante e similares, que podem ser tóxicas para o bicho. Se usar banheira ou bacia, encha só até a altura dos joelhos do cão e na temperatura morna, não mais quente que o próprio bicho; ao terminar cada enxaguada, esvazie a água e encha de novo até os joelhos do peludo.
Material para o banho
Vamos recapitular: xampu (que merece um parágrafo só para ele daqui a pouco), algodão em bolas, esponja, toalhas, tapetinho de borracha ou pano, soro fisiológico (pode ser caseiro, feito com água e pouco sal), um canto seco no local do banho para enxugar o cão, pente, escova, escovinha para as unhas, pinça para remover "visitantes" como pulgas e carrapatos e tesoura para os nós mais górdios, e escova de dentes. Não esqueça os brinquedinhos e petiscos, para que o cão, bicho associativo por excelência, aprenda a encarar o banho como um prazer.
Aqui começa o já famoso parágrafo do xampu. Este deve ser especial para cães, pois, como já dissemos, o pH da pele humana é mais alto que o dos peludos, e produtos para humanos podem causar alergia ou irritação (em todos os sentidos) nos caninos. Leve o bicho ao veterinário para ver qual xampu é o ideal para ele. Na falta de xampu canino, use xampu infantil ou de ervas; xampu para adultos menos peludos só se for suave e em último caso. Agora, tem um detalhe que vale para humanos e também para cães: evite deixar cair xampu nos olhos do bicho, pois "xampu que não irrita os olhos" tem na verdade um componente anestésico que inibe a dor e pode irritar os olhos do mesmo jeito.
Se o peludo for realmente bastante peludo, um condicionador pode ajudar a desembaraçar o pelo. Após lavar, enxágue várias vezes, pois resíduos de xampu ou condicionador incomodam o cão, inclusive fazendo-o se coçar até ferir a pele.
Detalhes do banho
Se o canino estiver "hospedando" muitas pulgas, é bom começar a limpá-lo pelo rosto e orelhas, para evitar que as pulgas fujam e invadam as orelhas do "hospedeiro" durante a lavagem.

Lave os olhos e ouvidos do bicho com algodão umedecido em soro fisiológico, e o rosto com uma toalha úmida. Evite jogar água no rosto do canino, para evitar risco de que entre água nos ouvidos, o que pode causar infecções - e normalmente cães não gostam de levar água na cara. Durante o banho, tampe os ouvidos do peludo com algodão - mas evite pedaços muito pequenos que possam sumir canal auditivo adentro, e não se esqueça de tirar o algodão após o banho!
Já falamos aqui sobre óculos escuros para cães. Pois bem, se para você, mesmo não sendo fã de Raul Seixas, óculos escuros lembram colírio, lembre-se também de que colírio para humanos só pode ser usado nos caninos se for suave e em último caso. Nem pense em ir usando colírios mais fortes, indicados para problemas visuais mais graves como catarata. Na falta de colírio, limpe os olhos do bicho com soro fisiológico.
Nunca é demais dar uma limpada no bumbum do cão, desta vez produtos humanos vão bem, como aqueles lencinhos pré-umedecidos para bebês.
Após o banho e entre os banhos
Acabado o banho, enxugue o cão imediatamente. Um secador de cabelos será bem-vindo, desde que não ligado em temperatura quente demais e o aparelho não irrite ou assuste demais o bicho. Cumprimente-o se ele se comportar bem - mas é claro que ele vai, pois estará mais feliz, livre da sujeira.

Entre um banho molhado e outro, nada como "banhos secos" diários. O ideal é dar uma boa escovada diária no peludo, que funciona também como um carinho para ele e relaxamento para o escovador, que pode até "conversar" com o cão, exatamente como barbeiros e cabeleireiras fazem com clientes. Mais ideal ainda é fazer isso fora de casa ou com jornais sob o cão para recolher terra, poeira, pêlos soltos e o que mais aparecer.
Como se vê, manter o canino limpo e feliz não é muito complicado e pode e deve ser um prazer para o bicho e o dono. O sucesso de Rita Lee não é bem assim, mas, sendo ela mesma amante de animais, ela há de concordar:"Que tal teu cão/depois de um banho de espuma?/O peludo contente, sorridente/sem sujeira nenhuma..."


sábado, 17 de abril de 2010

Educar Filhos, Um Ato de Amor



Vídeo Extraído do Youtube
Temas básicos, para a educação e a formação dos filhos, não apenas nos primeiros anos de vida, mas também na adolescência, incluindo o período escolar,limites; inteligência emocional, auto-estima; orientações sobre como preservar os filhos livres das drogas e como prepará-los para serem vencedores.Todos esses tópicos são abordados em linguagem simples e prática. 

Para conhecimento dos pais e educadores no seu dia a dia.
Para adiquirir estes vídeos, mande um e-mail para comercial@wwsi.com.br ou ligue para 41 3014-0777



quinta-feira, 15 de abril de 2010

20 Frases Ditas Antes de Morrer

1)      Atira se for homem.
2)      Atravessa correndo que dá.
3)       Ah, não se preocupe, o que não mata, engorda.
4)      Fica tranqüilo que este alicate é isolado.
5)       Sabe qual a chance de isso acontecer? Uma em um milhão.
6)       Essa camisa do Vasco não é minha não… Eu sou flamenguista como vocês.
7)       Adoro essas ruas pois são super tranqüilas.
8)       Tem certeza que não tem perigo.
9)       Nem acredito que vou saltar de pára-quedas! E, ó, eu mesmo que dobrei!
10)    Aqui é o PT-965 decolando em seu primeiro vôo solo.
11)    Confie em mim!
12)    Aqui é o piloto. Vamos passar por uma ligeira turbulência.
13)   Capacete? Imagina, tá calor.
14)   Eu sempre mudei a temperatura do chuveiro com ele ligado…
15)   Deixa comigo. Eu tiro você dessa.
16)   Desce desse ônibus e me encara de frente!
17)   Você é grande, mas não é dois!
18)   Kung-Fu nada. Eu vou acabar com você.
19)   Vamos lá que não tem erro. Eu sei o que estou fazendo.
20)   Pode mexer sem medo. É Pitbull, mas é mansinho.



quarta-feira, 14 de abril de 2010

Mico - Hino Nacional da Vanusa [Legendado]



Da metade da música para o final ela troca a letra, a melodia, o ritmo, a entrada etc...